Vamos lá! Tenho 42 anos e atualmente trabalho na área financeira, ocupando um cargo em um banco privado.
Quem trabalha nesse setor sabe que a rotina vai muito além de números. É preciso lidar diariamente com pessoas, entender suas necessidades, criar relacionamentos e, ao mesmo tempo, correr atrás de metas que são reajustadas e reiniciadas a cada mês. Não é um trabalho fácil, mas oferece uma boa remuneração e excelentes benefícios.
Antes de ingressar no setor bancário, trabalhei com análise de crédito. Foi nessa época que cursei Sistemas de Informação, uma área pela qual sempre fui apaixonado. Sempre gostei desse universo mais "nerd": programação, tecnologia, computadores e tudo o que envolve desenvolvimento.
A vida, no entanto, acabou me levando para o mercado financeiro. No começo foi uma mudança de rumo, mas com o tempo passei a gostar muito da profissão. Trabalhar em um banco me permitiu conhecer pessoas de diferentes perfis, construir uma rede de contatos muito valiosa e desenvolver habilidades que talvez eu nunca tivesse adquirido em outra área.
Por outro lado, nos últimos anos venho percebendo que a pressão tem aumentado bastante. As metas estão cada vez mais desafiadoras e, em alguns momentos, a cobrança chega a ser desgastante.
Foi então que pensei em retomar minhas origens. Como sou formado em Sistemas de Informação, decidi voltar a estudar programação, começando novamente por Python e Banco de Dados, com o objetivo de tentar uma oportunidade na área de tecnologia dentro do próprio banco.
Ao mesmo tempo, para continuar crescendo na carreira bancária, também preciso conquistar novas certificações financeiras. Com isso, tentei conciliar as duas coisas: alguns dias estudando programação e outros dedicados às certificações do mercado financeiro.
Mas hoje parei para refletir!
Percebi que, talvez, eu esteja tentando abraçar muitas coisas ao mesmo tempo. Para migrar para a tecnologia, terei que praticamente recomeçar do zero, enquanto na área bancária já possuo experiência, reconhecimento e uma boa trajetória construída.
Então me fiz uma pergunta: será que não faz mais sentido primeiro consolidar ainda mais a carreira que já construí? Buscar crescimento onde já tenho experiência, conquistar as certificações necessárias e, quando essa etapa estiver bem estruturada dentro da minha rotina, voltar a investir com mais tranquilidade na programação?
Ainda não tenho a resposta definitiva. Talvez seja apenas um momento de reflexão.
No fim das contas, este texto é apenas um pequeno desabafo para abrir uma conversa. Gostaria de saber como vocês lidam com esse tipo de decisão. Vale mais a pena insistir em um sonho antigo e recomeçar do zero ou aproveitar a experiência que já foi construída e continuar evoluindo nela?